Jornal da USP: Transporte de iodo radiativo em hospitais torna-se mais seguro

Transporte de iodo radiativo em hospitais torna-se mais seguro

Na Escola Politécnica (Poli) da USP foi desenvolvido um protótipo de veículo, sem motor, para transporte adequado de iodo radioativo em complexos hospitalares. O carrinho está sendo usado no Hospital do Câncer de Barretos desde janeiro deste ano, garantindo mais segurança para a equipe e pacientes da unidade. O veículo resulta de um trabalho de conclusão de curso do engenheiro Pedro Evanil Zanelatto e Silva, na Engenharia Mecânica da Poli, e integra o Projeto Poli Cidadã, programa que incentiva alunos a desenvolverem pesquisas socialmente responsáveis.

Atualmente, utiliza-se a radiação direta no corpo do paciente para o tratamento de alguns tipos de câncer. Um exemplo é a braquiterapia, tratamento com radiação ionizante usada em tumores de pequenos volumes. A técnica possibilita a aplicação de doses maiores de radiação no tratamento do tumor, com a garantia de mais proteção para os tecidos sadios próximos a ele (apenas baixas doses da radiação atingem os tecidos sadios da região).

O transporte de produtos radioativos em complexos hospitalares, devido ao grande movimento de pessoas, é uma tarefa de alta periculosidade. Da área de armazenamento de materiais para a sala de tratamento do paciente, os medicamentos radioativos percorrem corredores e utilizam elevadores.

O projeto
Para desenvolver o veículo, foi elaborado um estudo crítico do sistema em uso e realizado o projeto de um veículo ideal. Para tanto o aluno contou com a experiência e informações do responsável pelo Departamento de Medicina Nuclear do Hospital do Câncer de Barretos, o médico Marco Antônio de Carvalho. Para o protótipo de um veículo sem motor, movido apenas pela força do operador, optou-se em adquirir um carrinho plataforma, com capacidade para 300 kg, já existente no mercado.

Após pesquisa em normas e literatura técnicas, o veículo recebeu as adaptações necessárias para o transporte seguro de materiais radioativos, como: cofre blindado em chumbo capaz de armazenar até 8 castelos (receptáculo para o produto radioativo); área para depositar os rejeitos e utensílios pessoais dos pacientes, voltados para descontaminação, quando necessário; tampa com alavanca para facilitar a abertura do cofre; rodas grandes para facilitar a passagem por lugares difíceis, como valetas e buracos; travamento para evitar movimentação do carrinho quando a carga estiver sendo manuseada; e mesa para apoiar os utensílios médicos utilizados durante o tratamento.

A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), que há mais de 37 anos atua na gestão de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de Engenharia, viabilizou a construção do veículo.


Com informações da Assessoria de Comunicação da FDTE

Mais informações: (11) 5641-0690, site www.fdte.org.br  
 

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